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domingo, 16 de agosto de 2009

SERÁ SANTA ESTA GUERRA?


Temos visto nos últimos dias, uma algazarra em torno de denúncias acerca do uso indevido do dinheiro dos fiéis por parte do Sr. Edir Macedo, pseudobispo da Igreja Universal do Reino de Deus. Na verdade, esse tipo de denúncia é antigo. Sabe-se que a Universal se estabeleceu à custa de muito dinheiro dos pobres irmãos, fiéis à suposta pregação evangélica de Macedo. Sabe-se também que a dita igreja, bem como seus “bispos” e seu chefe supremo se enriqueceram através da manipulação daqueles mesmos fiéis. Pedirão provas, mas não precisamos delas. Já faz parte do senso comum o fato de o Sr Macedo ter o seu próprio império.

Mas o que está em questão não é o simples enriquecimento ilícito dos líderes da Universal, mas sim a potência que os mesmos têm nas mãos. Os meios de comunicação são, em nossos dias, instrumentos de persuasão genuínos, dos quais, com toda a certeza, temos que lançar mão, a fim de promover os mais diversos interesses. Espera-se do meio de comunicação cristão uma atitude cristã. Porém, por meio deles, principalmente da Rede Record de televisão, de propriedade da família do Sr. Macedo, a Universal tem colocado seu plano de destruição em prática. É que, em matéria de televisão, devemos nos lembrar da concorrência. É a audiência que eleva os níveis de faturamento da emissora, o que, por sua vez, faz engordar o bolso do proprietário.

Na verdade, a guerra é a da audiência, sobretudo entre a Record e a Rede Globo, da família Marinho. Como plano de fundo, um esquema político muito bem estruturado. Mas em prol da audiência, a Record quer usar os mesmos meios da concorrência. De fato, falar da Globo como uma emissora “suja” é de se esperar do público evangélico, pelo simples fato dela ser laica, livre de qualquer paradigma religioso. No entanto, a Rede Record foi comprada com o “suor” dos irmãos e agora se laicizou. Em nome da audiência faz o que a concorrente se propõe a fazer. Talvez até pior. Não que defendamos que as emissoras de cunho religioso devam veicular programação 100% religiosa, mas sim que os programas prezassem por valores cristãos, pela cidadania e pelo bem estar de todos. A Record, à medida que critica a rival, faz o seu jogo. O dinheiro e o poder corroem até mesmo pessoas ditas santas, o que esperar dos pecadores?

As denúncias não são simplesmente da Globo, mas de outros meios de comunicação e da própria justiça. Assim fica mais fácil acreditar sem preconceitos.

Perante tudo isso, de vez em quando se lembram de Deus. A Universal fez vigília e propôs boicote à Rede Globo por parte do público protestante. Nos sites e blogs a opinião evangélica pró Universal é grande. Muitos irmãos defendem pelo simples fato de serem “crentes”. Mas se esqueceram da recomendação de Jesus sobre os falsos profetas, os lobos em peles de cordeiro. Não queremos dizer aqui que o Sr. Macedo e seus companheiros sejam esses falsos profetas dos últimos tempos. Muito pelo contrário, eles são, de fato, empresários. E como empresários que são, estão dispostos a fazer de quase tudo para enriquecer e pelo sucesso de seu empreendimento.

Diante disso, o que esperar do futuro das igrejas? Ao ver nossa posição crítica, os irmãos separados mais radicais nos julgarão de hipócritas, nos lembrarão do passado, da inquisição, das cruzadas, da notícia atual sobre a pedofilia de alguns presbíteros da Igreja e, como sempre nos acusarão de um monte de crimes. Mas lembramos que a Igreja continua santa, virgem e intacta, o que poderia se esperar da Universal, se sua raiz fosse boa. Mas pelo que se sabe não é. Ninguém está em defesa da Rede Globo de televisão, mas estamos em defesa da verdade e da fé sem amarras.

Que Deus nos ajude a reconhecer a verdade sempre mais e viver a nossa fé cristã com autenticidade. “Buscai as coisas do alto” (Col 3, 1) é a resposta para que não nos deixemos levar por estes perigos que rondam nossos tempos, a fim de que construamos um mundo melhor e promovamos a paz entre nós, pois olhando para o céu, olharemos para o mundo e para a vida.


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Pedagogia litúrgica - mês de abril de 2011

Abril pode ser definido como o grande “mês pascal” da Liturgia. Na realidade todos os meses celebram o dom da Páscoa, mas este se faz mais evidente, porque nele torna-se palpável a passagem da vida divina em nossas celebrações e em nossas vidas. É assim com Jesus passando e iluminando nossas cegueiras (4DQ), é assim com Jesus derrotando a morte em Lázaro para que faça sua Páscoa, saindo da morte para voltar a viver (5DQ).

Esta característica pascal se manifesta na alegria da “Dominica laetare”, que exulta de alegria pela proximidade da Páscoa de Jesus Cristo (4DQ). Exultação de alegria manifestada na simbologia da luz de Jesus Cristo, capaz de iluminar a escuridão de olhos cegos para se viver na verdade do Evangelho, correspondendo à vocação cristã de se deixar iluminar pelo Evangelho. A cura do cego nato demonstra como Jesus ilumina a vida do batizado e promove nele a graça de participar da nova criação, propondo-lhe um novo estilo de viver (4DQ), revestindo-nos com a veste da vida divina, oferecida pelo próprio Jesus Cristo, para não compactuarmos com a cultura da morte, mas sempre com a promoção da vida (5DQ). O cristão não é um monte de ossos ressequidos, pois seu corpo é morada do Espírito de Deus, quer dizer, do Espírito que enche a vida humana com a vida divina. O cristão que se faz discípulo de Jesus não vive em sepulturas, mas na festa da vida (5DQ).

Diante da Cruz

Um bom modo de viver a Semana Santa é colocar-nos diante da Cruz de Jesus Cristo. No momento da crucifixão, três grupos de pessoas passaram diante da Cruz: aquele povão, que buscava um pop-star, mas se decepcionou quando o viu fazendo a vontade do Pai, os intelectuais com uma cultura incapaz de compreender a lógica divina, e os malfeitores, que foram crucificados com Jesus, um de cada lado. Em qual destes grupos você se identificaria, hoje. A resposta só pode ser dada depois de refletir profundamente como você vive a vida cristã, se próximo ou distante de Deus. Mas, existem outros convites para se entrar bem na Semana Santa. Jesus, por exemplo, passou aquela Semana marcada pelo sofrimento fortalecendo-se na certeza que voltava ao Pai. É com este espírito que ensina o caminho através do serviço, pelo gesto do lava-pés. Um gesto de serviço, que não nos deixa desanimar diante da visão da Cruz. Mesmo assim, é preciso reconhecer que perguntas e questionamentos jamais cessaram (nem cessarão) diante do sofrimento; de todas as formas de sofrimento. De algum modo, todos beberemos (alguns irmãos e irmãs bebem) deste cálice tão amargo para a humanidade. Diante desta Cálice, que Jesus pede para ser afastado, é possível presenciar em Jesus a sede de fazer a vontade do Pai. O cálice da vontade do Pai é mais importante que o medo do cálice do sofrimento e da morte. O Pai reconhece o amor de Jesus, aceita seu sacrifício e o livra da morte, ressuscitando-o.

Diante da Ressurreição

A força da Páscoa não se esconde somente no fato histórico, acontecido em Jesus Cristo. Mais que uma realidade histórica, é também uma realidade que aconteceu na vida de Jesus Cristo: ele morreu e o Pai o ressuscitou. É também uma realidade que se atualiza em nossos dias, nos sacramentos celebrados na Igreja, através do testemunho vivo dos discípulos de Jesus, na promoção da vida onde a humanidade (de hoje) esquece ou tenta afastar Deus da sua história.

A Ressurreição de Jesus traz uma realidade nova para o mundo: nós podemos participar da vida divina, porque pela Ressurreição de Jesus o mundo de Deus entrou definitivamente no mundo humano. O modo como participamos da vida divina é semelhante ao fermento que leveda a massa do pão: é uma experiência interior, que faz crescer o amor e a fé dentro de quem se torna discípulo amado de Jesus. Este não exige muitas provas porque é capaz de ler na simplicidade dos sinais a passagem divina.

Formação Litúrgica

Ministério de Leitores

A Liturgia da Palavra é uma celebração. É necessário, pois, que se note que celebramos a Palavra, como depois celebramos a Eucaristia.

Assim, não é nem um momento de leituras atropeladas que se colocam antes da homilia e da celebração eucarística; nem uma reunião de instrução ou de discussão que, depois, concluirá com os ritos eucarísticos (que ficarão, assim, desvalorizados, porque não são tão "instrutivos").

O serviço do leitor é muito importante dentro da assembléia. Os que o realizam devem estar conscientes disso e viver a alegria e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de ser os que tornarão possível que a assembléia receba e celebre aquela Palavra com a qual Deus fala aos seus fiéis, aqueles textos que são como que textos constituintes da fé.

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