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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Em meio à destruição, é preciso parar pra pensar...

Será mesmo que dá tempo para parar e pensar? Nos últimos dias, as notícias de catástrofes naturais têm sido rotina para nossos ouvidos. No Haiti muita gente morreu e muitos ficaram vivos mas mortos pelo medo. Não muito longe daqui, em São Paulo, as enchentes tiram o sossego e atrapalham o sono daqueles que já não vêem a chuva com os melhores olhos.
Se estes ou aqueles, vítimas ou envolvidos com a situação de tragédia não podem parar para pensar, nós podemos. De quem é a culpa pelos desastres naturais, pela destruição que a própria natureza faz amedrontando a todos nós? Certamente, muitos dirão que Deus se esqueceu de nós. Muitos se esquivarão de suas responsabilidades jogando a culpa em outros, nas grandes empresas, no dinheiro e muito mais. Nunca assumirão sua parcela de culpa diante do acontecido, que além de ferir ao outro, fere a si mesmos.
Com certeza, é preciso parar para pensar. Ainda há tempo de salvar a obra da criação, tão cuidadosamente arquitetada por Deus. Porém, cada um deve se responsabilizar pelo seu espaço. Pensar naquilo que está distante é preciso. Mas o que está perto é palpável e podemos transformar. Já pensou: se cada um fizer a sua parte, o mundo será muito melhor. Depende de nós. Evitar o terremoto pode não ser possível, mas dar soluções ao problema que persiste em meio ao povo amedrontado, é uma missão do ser humano, parte fundamental da obra de Deus.


sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Vem aí a Festa de São Sebastião


Como acontece tradicionalmente todos os anos, nossa paróquia se prepara para celebrar o Mártir São Sebastião, santo muito popular entre os católicos de nossa região. Este ano, da mesma forma como aconteceu ano passado, no dia 20/01 será celebrada a Eucaristia na comunidade do Valão, já que São Sebastião é seu padroeiro. Em Granada, na Matriz, a festa será no fim do mês, dia 31. Nesse dia teremos um horário especial de missa (15h), além de procissão e os tradicionais leilões. Toda a arrecadação será aplicada na reforma do telhado da matriz, já que está precisando de melhorias há bastante tempo. Que todos possam participar deste momento de fé, seguindo o exemplo de São Sebastião, manifestando sua cultura através desta festa tão popular entre nós.


quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Nota da CNBB pela morte da Dra. Zilda Arns

“Quem acolher em meu nome uma criança, estará acolhendo a mim mesmo” (Mt. 18, 4-5)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB - recebeu, com dor profunda, a notícia da morte da Drª Zilda Arns, médica pediatra, fundadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, ocorrida na terça-feira, 12 de janeiro, vítima do trágico terremoto que se abateu sobre o Haiti.

Drª Zilda devotou-se, com amor apaixonado, à defesa da vida, da família e, de modo muito especial, ao cuidado das crianças empobrecidas.

Cidadã atuante, Drª Zilda conquistou respeito e credibilidade junto à sociedade brasileira e internacional, por suas posições claras e firmes em favor de políticas sociais, especialmente as da saúde. Foi ainda uma das sanitaristas mais respeitadas e comprometidas com o movimento da reforma sanitária brasileira, que culminou com a consolidação do Sistema Único de Saúde (SUS).

A obra fundada por ela, inspirada na fé cristã, haverá de continuar no trabalho abnegado dos mais de 260 mil líderes que, cotidianamente, se dedicam à causa da criança e da pessoa idosa.

Em missão no Haiti, a convite da Conferência dos Religiosos e de autoridades civis daquele país, Drª Zilda se despediu, no pleno exercício da causa em que sempre acreditou. Ela buscou realizar na prática a missão de Jesus: ”Eu vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

A CNBB agradece a Deus por ter tido, em seus quadros, esta personalidade tão virtuosa que muito dignificou a Igreja no Brasil. A CNBB se une ao querido Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, irmão da Drª Zilda, aos outros irmãos, filhos, netos, demais familiares e amigos, na prece solidária e na certeza de que a ela será dado gozar as alegrias eternas, reservadas para todos que, nesta vida, souberam amar a Deus servindo os irmãos.

Brasília-DF, 13 de Janeiro de 2010

Dom Geraldo Lyrio Rocha
Arcebispo de Mariana
Presidente da CNBB

Dom Luiz Soares Vieira
Arcebispo de Manaus
Vice-presidente da CNBB

Dom Dimas Lara Barbosa
bispo auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário-geral da CNBB

Fonte: CNBB


quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Morre, aos 73 anos, Zilda Arns

Zilda Arns Neumann, coordenadora internacional da Pastoral da Criança, morreu no terremoto no Haiti, ocorrido nesta terça-feira (12). A informação foi divulgada na manhã desta quarta-feira (13) pelo gabinete do senador Flávio José Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda, em Curitiba (PR). É com pesar que noticiamos o ocorrido com tão ilustre pessoa.A seguir, divulgamos o texto que se encontra no site da arquidiocese de Mariana:

"A coordenadora internacional da Pastoral da Criança e da Pessoa Idosa, ainda segundo informou o gabinete do senador, viajou para o Haiti no domingo, 10, e realizaria uma palestra durante a manhã desta quarta-feira, dia 13, na Conferência Nacional dos Religiosos do Caribe. Na quinta-feira (14), teria um encontro com representantes de ONGs e, no dia seguinte, com o arcebispo de Porto Príncipe, capital. Seu retorno estava agendado para sábado, dia 16 de janeiro.

Zilda Arns era médica pediatra e sanitarista, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa. Ela era representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

zilda01Comenda Dom Luciano Mendes
Em 2008, no dia 27 de agosto, Drª Zilda recebeu ao lado de outras personalidades a Comenda “Dom Luciano Mendes de Almeida”, com quem trabalhou durante anos na luta pelo direito das crianças e adolescentes.

A coordenadora da Pastoral da Criança recebeu a homenagem das mãos do arcebispo metropolitano de Mariana e presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, e, na ocasião, recordou os bons momento vividos ao lado de dom Luciano, sendo que, pra ela, aquele era um momento de muita alegria. “Fico muito emocionada por viver este momento. E tenho dom Luciano como um grande exemplo de fraternidade, de amor. O amor nos deixa sempre feliz e dom Luciano era assim. Pra mim ele significou muito, principalmente nos primeiros anos da Pastoral da Criança, e eu sinto nele uma referência muito grande. Sempre vejo dom Luciano sorrindo pra mim”, dizia Zilda logo após receber a homenagem.

Naquela solenidade ainda foram contemplados com a Comenda a família zilda02Mendes de Almeida, representada pelo irmão de dom Luciano, Cândido Mendes; o bispo auxiliar de Belo Horizonte e reitor da PUC-Minas, dom Joaquim Mol Guimarães; o bispo de Paracatu e referencial pela Pastoral do Menor Nacional, dom Leonardo de Miranda Pereira; o professor da Faculdade Arquidiocesana de Mariana (FAM), “Dom Luciano Mendes de Almeida”, Pedro Paulo Christovam dos Santos e o ex-professor da FAM, Paulo Augusto da Silva.

Criada e aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da FAM, a Comenda foi instituída em julho de 2008 pelo reitor da Faculdade, dom Geraldo Lyrio Rocha. A partir desta primeira edição, anualmente a vida e obra de dom Luciano Mendes de Almeida serão celebradas e lembradas com a entrega da Comenda, sempre homenageando pessoas e instituições que atuam no âmbito da responsabilidade social e destinada aos membros da comunidade acadêmica."

Fonte: arqmariana.com



Pedagogia litúrgica - mês de abril de 2011

Abril pode ser definido como o grande “mês pascal” da Liturgia. Na realidade todos os meses celebram o dom da Páscoa, mas este se faz mais evidente, porque nele torna-se palpável a passagem da vida divina em nossas celebrações e em nossas vidas. É assim com Jesus passando e iluminando nossas cegueiras (4DQ), é assim com Jesus derrotando a morte em Lázaro para que faça sua Páscoa, saindo da morte para voltar a viver (5DQ).

Esta característica pascal se manifesta na alegria da “Dominica laetare”, que exulta de alegria pela proximidade da Páscoa de Jesus Cristo (4DQ). Exultação de alegria manifestada na simbologia da luz de Jesus Cristo, capaz de iluminar a escuridão de olhos cegos para se viver na verdade do Evangelho, correspondendo à vocação cristã de se deixar iluminar pelo Evangelho. A cura do cego nato demonstra como Jesus ilumina a vida do batizado e promove nele a graça de participar da nova criação, propondo-lhe um novo estilo de viver (4DQ), revestindo-nos com a veste da vida divina, oferecida pelo próprio Jesus Cristo, para não compactuarmos com a cultura da morte, mas sempre com a promoção da vida (5DQ). O cristão não é um monte de ossos ressequidos, pois seu corpo é morada do Espírito de Deus, quer dizer, do Espírito que enche a vida humana com a vida divina. O cristão que se faz discípulo de Jesus não vive em sepulturas, mas na festa da vida (5DQ).

Diante da Cruz

Um bom modo de viver a Semana Santa é colocar-nos diante da Cruz de Jesus Cristo. No momento da crucifixão, três grupos de pessoas passaram diante da Cruz: aquele povão, que buscava um pop-star, mas se decepcionou quando o viu fazendo a vontade do Pai, os intelectuais com uma cultura incapaz de compreender a lógica divina, e os malfeitores, que foram crucificados com Jesus, um de cada lado. Em qual destes grupos você se identificaria, hoje. A resposta só pode ser dada depois de refletir profundamente como você vive a vida cristã, se próximo ou distante de Deus. Mas, existem outros convites para se entrar bem na Semana Santa. Jesus, por exemplo, passou aquela Semana marcada pelo sofrimento fortalecendo-se na certeza que voltava ao Pai. É com este espírito que ensina o caminho através do serviço, pelo gesto do lava-pés. Um gesto de serviço, que não nos deixa desanimar diante da visão da Cruz. Mesmo assim, é preciso reconhecer que perguntas e questionamentos jamais cessaram (nem cessarão) diante do sofrimento; de todas as formas de sofrimento. De algum modo, todos beberemos (alguns irmãos e irmãs bebem) deste cálice tão amargo para a humanidade. Diante desta Cálice, que Jesus pede para ser afastado, é possível presenciar em Jesus a sede de fazer a vontade do Pai. O cálice da vontade do Pai é mais importante que o medo do cálice do sofrimento e da morte. O Pai reconhece o amor de Jesus, aceita seu sacrifício e o livra da morte, ressuscitando-o.

Diante da Ressurreição

A força da Páscoa não se esconde somente no fato histórico, acontecido em Jesus Cristo. Mais que uma realidade histórica, é também uma realidade que aconteceu na vida de Jesus Cristo: ele morreu e o Pai o ressuscitou. É também uma realidade que se atualiza em nossos dias, nos sacramentos celebrados na Igreja, através do testemunho vivo dos discípulos de Jesus, na promoção da vida onde a humanidade (de hoje) esquece ou tenta afastar Deus da sua história.

A Ressurreição de Jesus traz uma realidade nova para o mundo: nós podemos participar da vida divina, porque pela Ressurreição de Jesus o mundo de Deus entrou definitivamente no mundo humano. O modo como participamos da vida divina é semelhante ao fermento que leveda a massa do pão: é uma experiência interior, que faz crescer o amor e a fé dentro de quem se torna discípulo amado de Jesus. Este não exige muitas provas porque é capaz de ler na simplicidade dos sinais a passagem divina.

Formação Litúrgica

Ministério de Leitores

A Liturgia da Palavra é uma celebração. É necessário, pois, que se note que celebramos a Palavra, como depois celebramos a Eucaristia.

Assim, não é nem um momento de leituras atropeladas que se colocam antes da homilia e da celebração eucarística; nem uma reunião de instrução ou de discussão que, depois, concluirá com os ritos eucarísticos (que ficarão, assim, desvalorizados, porque não são tão "instrutivos").

O serviço do leitor é muito importante dentro da assembléia. Os que o realizam devem estar conscientes disso e viver a alegria e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de ser os que tornarão possível que a assembléia receba e celebre aquela Palavra com a qual Deus fala aos seus fiéis, aqueles textos que são como que textos constituintes da fé.

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