quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Congresso Arquidiocesano de Catequese



O primeiro Congresso Arquidiocesano de Catequese da Arquidiocese de Mariana será realizado de 6 a 8 de novembro no Liceu Dom Viçoso, em Itabirito, com o tema “Catequese, caminho para o discipulado”, e lema “Iniciação à vida cristã”. De acordo com a Dimensão, ele tem como principais objetivos “aprofundar o tema do 2° Ano Catequético Nacional: ‘Catequese, caminho para o discipulado’, com ênfase na iniciação à vida cristã e catequese com adultos; reunir catequistas e agentes de pastoral para debater as propostas e encaminhamentos das Assembleias Regionais de Catequese realizadas no primeiro semestre de 2009; dar continuidade à elaboração e implantação do Plano Arquidiocesano de Catequese: ‘Catequese para todos e para todas as idades’; incentivar a formação de comunidades catequizadoras e promoção da Pastoral Orgânica e celebrar a alegria de servir por meio da catequese e do serviço pastoral na Igreja”.
O Congresso, ainda segundo os organizadores, é direcionado aos coordenadores de dimensões e pastorais e catequistas que tenham participado das Assembleias Regionais ou que tenham sólida experiência catequética. As vagas foram direcionadas para cada uma das cinco Regiões Pastorais da seguinte forma: 50 para a Sul, 60 vagas para a Região Mariana Leste, 15 para a Centro, 40 para a Região Oeste e a Região Norte ficou com 30.
Este grande evento, articulado pela Dimensão Catequética da Arquidiocese de Mariana, conta com o apoio das paróquias Nossa Senhora da Boa Viagem e São Sebastião, de Itabirito.

Fonte: arqmariana.com.br

domingo, 1 de novembro de 2009

Fim do ano... litúrgico!

O mês de novembro configura o fim do ano litúrgico, a coroação de um ano de celebrações cheias de significados e importantes para a vivência da fé cristã. Com isto queremos dizer que não há cristão fiel que não participe da liturgia. O mês começa com duas celebrações que nos fazem compreender duas realidades de nossa fé muito importantes: a comunhão dos santos e a ressurreição. No mês de novembro também há o coroamento de nosso ano litúrgico coroando a quem merece: o próprio Cristo, nosso Rei e Senhor.
Há ainda outro aspecto muito importante a ser lembrado. Nas nossas Igrejas celebramos o mês do dízimo. É um tempo de conscientização de nossa participação por completo na obra da evangelização. A Igreja precisa da ajuda de todos e todos necessitam da Igreja. O próprio Deus nos dá muitos dons dos quais necessitamos. Cabe a nós retribuir com um pouco do que somos e TEMOS. Não é pagamento pelo que Deus nos dá, mas retribuição pelos seus dons.
Que neste mês de novembro façamos a profunda experiência de Deus em nossas vidas a fim de que ele esteja presente em nossos lares, nas coisas que fazemos, no bem que prestamos aos irmãos e irmãs por intermédio da própria Igreja.

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ANO CATEQUÉTICO

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Pedagogia litúrgica - mês de novembro de 2009

As celebrações de novembro trazem consigo uma característica de revisão. Um convite para rever a caminhada do discipulado, rever o que colhemos como discípulos e discípulas, caminhando nas estradas do Evangelho. Como é próprio da pedagogia litúrgica de novembro, a revisão do caminho se faz olhando a meta que, no nosso caso, é a santidade divina manifestada na vida humana, celebrada na Solenidade de Todos os Santas de Deus. O termo “santos e santas de Deus” já é um indicativo que não pertencem mais ao mundo, mas pertencem totalmente a Deus; são de Deus porque estão em Deus. É a meta de todos nós, da santidade divina na vida humana, de homens e mulheres de todas as idades como meta de chegada — porque somos chamados “a ser santos como o Pai é Santo” (Mt 5,48) — e como luz que considera o caminho feito no decorrer do ano, revendo até que ponto a santidade divina brilha em nossas vidas, até que ponto nos deixamos divinizar.
É com os olhos voltados para a santidade, meta de todo discípulo e discípula de Cristo, que a morte torna-se passagem para continuar a viver em Deus. A celebração dos “Fiéis Defuntos”, portanto, não que dirige nosso olhar unicamente para o passado, para a saudade dos que já partiram de nosso convívio, mas é também celebração que projeta e que celebra o Mistério da Vida Eterna, depois da morte. É uma celebração que professa a fé e a esperança na vida depois da morte, da qual a morte humana não é capaz de destruir.

Oferecer a própria vida

Na revisão da vida, que caracteriza as celebrações de novembro, os celebrantes são convidados igualmente a olhar suas mãos para avaliar o que têm para oferecer a Deus e como oferecem suas vidas ao Pai. Considerar não tanto a quantidade da oferenda, mas a sua qualidade. A celebração do 32º Domingo do Tempo Comum – B evidencia muito bem este lado qualificado das oferendas, mostrando que Deus, através dos olhos de Jesus Cristo, valoriza o óbolo da viúva pobre e despreza as grandes somas das oferendas dos ricos. Não se trata de opor pobreza com riqueza, pois a qualidade da oferenda oferecida a Deus não depende de posses ou classes sociais, mas do tempero da vida nelas são colocadas. Quanto mais a vida estiver recheando a oferenda, tanto mais a oferenda é digna e agradável aos olhos de Deus.
Também o anúncio do final do mundo e a consumação de toda a criação em Deus — em vida que será plena — assume a característica de rever o caminho onde colocamos os passos do discipulado, durante o Ano B. A celebração do 33º Domingo do Tempo Comum – B não tem a finalidade de impressionar pelo discurso apocalíptico do final dos tempos, mas despertar nossa atenção para o lado passageiro de todas as coisas que existem em nós e fora de nós. Tudo passa, tudo passará; só Deus é eterno. No caminho do discípulo, mesmo que o medo daqueles acontecimentos que ainda virão no final dos tempos nos assustem, não pode estar acima da certeza de que caminhar no Evangelho é participar da vitória final de Cristo, proclamando-o Rei do Universo, no 34º Domingo do Tempo Comum – B. Nele, a morte não cala a Palavra criadora porque ele é o alfa — a Palavra primeira e originante de todas as coisas, pelo qual tudo foi feito e, nele, está a Palavra final, o ômega, na qual toda a vida e toda a criação terá seu desfecho em eternidade.

Novo Ano Litúrgico – Ano C

Novembro conclui o Ano Litúrgico B e dá início ao Ano Litúrgico C, no último Domingo deste mês, com a celebração do 1º Domingo do Advento – C. A dinâmica, como é característica dos dois primeiros Domingos do Advento, continua voltada para o final dos tempos e, principalmente, para a 2ª vinda de Jesus Cristo. São os Domingos nos quais a Igreja intensifica sua aclamação suplicante com a oração: “maranathá” — “vem, Senhor Jesus”. Uma dinâmica que pede ao estilo de viver no discipulado especial atenção à vigilância, não caracterizada na angústia e na ansiedade, mas como confiança de quem espera a Salvação de Jesus Cristo. Esta será a luz que irá iluminar o Tempo Natalino deste ano de 2009: a Salvação que nos oferecida por Deus, com a vinda de Jesus Cristo, o Salvador.

Comentários

Quanto dar de Dizimo? - 19/01/2009 - 15:04

Margarida Hulshof

do site catolicanet


O dízimo deve ser realmente 10%, ou o que achamos que está ao nosso alcance? Há evangélicos paupérrimos que dão fielmente 10%... Há casos em que seria imprudência dar 10%? Um médico e um padre me alertaram para confiar em Deus sim, mas sem ser imprudente. (Francis Bráulio Morcerf – Eugenópolis/MG.)


Essa é uma questão cuja resposta depende, inteiramente, da medida da nossa fé, e da compreensão que temos do sentido do dízimo.


No Antigo Testamento vigorava a Lei mosaica, que determinava em dez por cento a parte a ser devolvida a Deus em sinal de reconhecimento pelos bens recebidos do mesmo Deus.

Naquele tempo e naquele contexto havia, sim, um percentual fixo estabelecido. A Lei servia
de “muleta” e de “corrimão” para orientar a caminhada de um povo de cerviz dura, incapaz de discernir por si próprio o caminho. Se, por um lado, a lei escraviza e limita nossas possibilidades, também é verdade que ela proporciona segurança e conforto: muitas vezes, é mais cômodo obedecer ordens do que interrogar nossa consciência, assumir a responsabilidade por nossas escolhas. Por isso é que o povo no deserto sentia saudades da escravidão do Egito, achando preferível a mediocridade das cebolas previsíveis ao horizonte insondável da liberdade, com todas as possibilidades e riscos de uma realidade nova e desconhecida, ainda por construir. Por isso, também, Pedro sentia falta de uma “medida” exata para o mandamento do perdão... (Mt 18,21-22).

Mas Jesus aboliu todas as medidas, inaugurando a “lei” do amor que não admite meios-termos, que acolhe igualmente o filho pródigo e o filho obediente, e se entrega totalmente a todos os que lhe dizem “sim”, seja na primeira hora, seja na última. Para Jesus, o único amor verdadeiro é o que se doa “até o fim”, e esse é o mandamento novo que ele nos deixou: amar como ele amou.

Por isso, o Novo Testamento já não fala em dez por cento, mas, em vez disso, diz: “Cada um dê conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria” (2Cor 9,7).

Podemos, certamente, ver nessa passagem um “abrandamento” das regras, um sinal de que estamos “livres” do “jugo” da Lei. E é verdade. Não somos obrigados a nada e podemos, sim, definir o valor do nosso dízimo segundo aquilo que “achamos que está ao nosso alcance”. Ninguém precisa, nem deve cometer imprudências em nome da fidelidade a Deus. Viver a fé é muito mais do que cumprir preceitos ou contabilizar renúncias.

Por isso mesmo, quando sentimos falta de um parâmetro pelo qual avaliar a medida de nossa generosidade, de forma a poder justificar-nos perante nossa consciência, isso é um sinal de que nossa fé ainda é pequena, e de que ainda não aprendemos a amar. Ainda pensamos estar “dando esmolas” a Deus, abrindo mão – mais ou menos generosamente – de algo que nos pertence, ou então pagando, por honestidade, uma conta devida.

Na verdade, não pagamos conta alguma, pois os dons de Deus são gratuitos. É certo que tudo lhe devemos, mas também é certo que ele nada nos cobra. E tampouco damos algo nosso, pois Deus já é o legítimo dono de tudo o que somos e temos.

“Onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração” (Mt 6,21). Se o nosso coração estivesse em Deus, saberíamos que, tendo Deus, temos tudo, já que é dele que tudo nos vem. Investir tudo em Deus é, portanto, a atitude mais prudente que possamos ter, e a verdadeira “imprudência” não está em nos doar demais, e sim de menos! Pois quanto mais o nosso coração estiver cheio de nós mesmos – e do apego aos bens destinados a satisfazer nossos desejos – menos espaço sobrará para a verdadeira riqueza que é Deus e sua Graça.

Achamos que dez por cento é muito? Que o Novo Testamento nos “liberta” do jugo de uma lei demasiadamente severa? Pois a verdade é que Cristo não nos pede menos, e sim mais: “Quem não renunciar a tudo o que possui, não pode ser meu discípulo”... (Lc 14,33).
Qual a nossa vantagem, então? É que agora já não somos escravos, mas filhos. Já não seguimos Jesus por temor, mas por amor, e nos entregamos a ele não por imposição, mas por livre escolha, por saber que nisso consiste a nossa felicidade.

Se nos sentimos realmente filhos amados, não faz sentido colocar limites à nossa confiança em Deus, como se, a partir de um certo ponto, a confiança se tornasse imprudência! Ou Deus merece toda a nossa confiança, ou não merece nenhuma... Acaso pode ser mais “seguro” confiar no dinheiro que os ladrões podem roubar e a inflação pode comer, do que no Deus que tudo criou e de tudo é Senhor?

Mas... E então? Haverá, ou não, algum caso em que “seria imprudência dar 10%”?

Certamente que sim! Se ainda estamos dando nosso dinheiro, e não o nosso coração; se ainda não nos desapegamos de nós mesmos o suficiente para confiar plenamente em Deus, então não tenhamos atitudes para as quais não estamos preparados! Mais do que imprudência, isso seria hipocrisia!

Cada um dê “conforme a medida do seu coração”, diz a Palavra. Deus aceita essa medida, seja ela qual for, desde que nos permita “dar com alegria”! O dízimo não é uma aposta, um desafio (“vejamos se Deus cumpre realmente a sua promessa!”), e muito menos um investimento: se damos para “receber cem vezes mais”, então não estamos dando, e sim comprando; não estamos mostrando desapego, e sim, ao contrário, ganância. Não estamos servindo a Deus, mas nos servindo dele... e isso pode fazer com que nossa oferta seja rejeitada, como a de Caim. Melhor não tentar parecer o que não somos...

Nossa preocupação não deve ser com a porcentagem do nosso dízimo, mas sim, com a parcela de amor que o acompanha e motiva... pois é só essa que Deus irá medir. E, se nos concentrarmos nesse aspecto essencial, a outra questão se esclarecerá por si... Pois já não se tratará de uma “lei” a cumprir, de um mandamento imposto de fora, mas sim, de um impulso do coração.

Quando amamos, será que precisamos que alguém nos diga “até que ponto” amar?

Formação Litúrgica

Ministério de Leitores

Estamos constituindo o ministério de leitores e salmistas em nossa paróquia. Alguns conselhos são importantes para que eles desempenhem com entusiasmo e sabedoria sua função.

A Liturgia da Palavra é uma celebração. É necessário, pois, que se note que celebramos a Palavra, como depois celebramos a Eucaristia.
Assim, não é nem um momento de leituras atropeladas que se colocam antes da homilia e da celebração eucarística; nem uma reunião de instrução ou de discussão que, depois, concluirá com os ritos eucarísticos (que ficarão, assim, desvalorizados, porque não são tão "instrutivos").

O serviço do leitor é muito importante dentro da assembleia. Os que o realizam devem estar conscientes disso e viver a alegria e, ao mesmo tempo, a responsabilidade de ser os que tornarão possível que a assembleia receba e celebre aquela Palavra com a qual Deus fala aos seus fiéis, aqueles textos que são como que textos constituintes da fé.